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Trilha Sonora : Garotos Perdidos (1987)

28 nov

Filmaço dos anos 80, com seu ar de Sessão da Tarde, porém com uma ótima crítica, e lembranças por toda essa geração, Garotos perdidos é mais uma produção que conta com a participação dos queridinhos da época Corey Haim, falecido em Março deste ano (Sem Licença Para Dirigir, A Hora do Lobisomem) e Corey Feldman ( Os Goonies, Sem Licensa Para Dirigir, Rock ‘n’ Roll High School Forever).

SINOPSE: Lucy (Dianne Wiest) vai morar com Michael (Jason Patric) e Sam (Corey Haim), seus filhos, em Santa Clara, uma cidade que tem muitos jovens desaparecidos. Logo os dois irmãos descobrem que uma gangue de motoqueiros está mais morta do que viva, pois estão se transformando em vampiros. Sam tem que trabalhar rápido, pois Michael está se apaixonando por Star (Jami Gertz), uma destas criaturas, e está gradualmente se tornando em um deles. Nessa corrida para salvar o pescoço de seu irmão e sua mãe (que se relaciona com o “chefão” dos vampiros), Sam, encontra a ajuda de Edgar Frog (Corey Feldman), que fissurado por quadrinhos do gênero, ajuda-o a caçar essas criaturas.

O que mais me chama atenção no filme é o gênero Rockstar dos vampiros, tendo como vocalista (Kiefer Sutherland ,Jack Bauer de 24 Horas) o estilo rebelde sem causa, vestidos com jaquetas de couro, pilotando suas motos alteradas, e apostando corrida até ribanceiras… O filme é um deleite pra quem gosta deste estilo.

Em sua trilha tem uma música que parece ter sido perfeitamente feita para o filme. “Cry little sister” traz no fundo, vozes de crianças, ritmando a lá Another Brick in the Wall _ Pink Floyd . Além dessa, o longa conta com outros clássicos como: Walk This Way _ Steven Tayler e People Are Strange _ The Doors.

Cry little sister (trilha principal)

E como não posso deixar de lado as outras músicas…

Walk This Way

People Are Strange

Good Vibes !!! *-*

Trilha sonora:O Mágico de Oz (1939) Parte II

15 ago

 

  

Pra continuar o nosso papo, trouxe dessas vez algumas informações pertinentes sobre os mistérios que abordam as músicas supostamente relacionadas à inigualável produção.

Estou falando dos donos do 2º lugar na lista dos 200 Álbuns Definitivos do Rock ‘n Roll no Hall da Fama, o Pink Floyd e seu The Dark Side Of The Moon causa furor quando relacionados à história da menina do Kansas. Esse furor é causado, devido ao fato existente na sincronia de todo o álbum com a reprodução do filme. Basicamente, as canções explicam um lado mais melancólico da história, dando nova vida ao filme. Suas letras constantemente simulam a movimentação de personagens, atos diversos, além de terminarem, cada uma delas, simultaneamente com a mudança de cenas do filme. Além disso, mesmo com o término e reinício do disco, os mesmos versos podem ser relacionados com cenas completamente distintas. #FATOESTRANHO!

Para poder fazer esse teste em casa, é só você ter o The Dark Side Of The Moon (CD de preferência) e ao iniciá-lo, pausar imediatamente a reprodução, logo em seguida, inicie o filme sem o áudio (para poder ouvir apenas o disco com o decorrer do filme) e no momento em que o leão da MGM der seu terceiro rugido, desligue o pause do CD e é só prestar atenção. Ah,um toque…é sempre bom ter uma noção de inglês pra poder identificar as representações nas letras. Mas pra quem não tá afim de ter todo esse trabalho, tenho aqui algumas das sincronias que mais me instigaram ao perceber_ Quem quiser, tem alguns vídeos no Youtube que fazem o mesmo teste.

Logo no começo do filme, os versos “balanced on the biggest wave” (Equilibrado sobre a maior onda) e “You race towards an early grave” (Você corre para um túmulo precoce) é cantado justamente quando Dorothy está se equilibrando na cerca e cai. Muitos acreditam fazer referência à morte precoce da atriz Judy Garland (Dorothy), aos 47 anos , por uma overdose de medicamentos.

Quando a tia de Dorothy começa a gritar com os 3 trabalhadores, ouve-se uma voz feminina no disco, que é cessada exatamente quando a atriz para de mexer a boca. Logo após, Dorothy se vira e olha fixamente, quando o verso “look around. Choose your own ground” (Olhe ao redor.Escolha seu próprio terreno) é cantado.

Quando a menina está cantando Over The Rainbow e olha várias vezes para o céu, aviões são audíveis no CD. Tem um verso em Over The Rainbow que diz “Birds fly,why can’t I” (Pássaros voam, porque eu não posso?) e no instante da cena toca o verso da música Breathe “For long you live and high you fly” (Por mais que você viva e voe alto).

Quando a menina encontra o adivinhador e este lhe diz para voltar pra casa toca-se o verso“home, home again. I like to be here when I can” (casa, em casa novamente. Eu gosto de estar aqui quando eu posso). O som da bateria em GREAT GIG IN THE SKY começa justamente quando o vento começa a causar danos (ciclone se formando). Logo depois, quando Dorothy bate a cabeça, a cantora abaixa a voz e a canção fica suave e termina quando a menina acorda. Quando a música chega em 3:35 min, há quem diga que a cantora diz “I never said I was afraid of Dorothy” (Nunca disse que estava com medo de Dorothy”, quando, segundo a banda o verso diz I never said I was frightened of dying.” (Nunca disse que estava com medo de morrer)_ o que aliás, tem muito mais a ver com o restante da letra, embora na música exista um sussurro indiscernível nesta parte… Mas…

Quando Dorothy abre a porta e vê o mundo todo colorido (parte em que o filme deixa de ser preto e branco), começa a tocar “Money”. Muitos acreditam fazer referência ao ambiente rico em cores _ verde e amarelo principalmente _ que representam riqueza, ou mesmo pelo fato deste filme ser o primeiro a utilizar cores, pioneiro na saída do cinema preto e branco, o que certamente custou uma fortuna para a produtora MGM.

Numa das aparições do Espantalho toca-se “Brain Damage” (Lesão Cerebral), sendo o maior de seus desejos um cérebro… Há controvérsias em relação a isso, pois a música poderia ser uma referência a Syd Barrett (um dos fundadores do Pink Floyd que teve serios problemas devido ao alto consumo de drogas).

Na aparição do Homem de Lata, quando Dorothy está mexendo no peito do homem, batidadas de coração estão tocando no CD. E como o maior de seus desejos era um coração…

No Castelo de Esmeralda, há um cavalo que muda de cores do arco-íris de acordo com a ilustração da capa do disco.

Quando Dorothy acorda, agora em sua casa novamente, toca-se o verso “home, home again”. O ambiente volta a ser preto e branco.

Um fato ainda mais curioso é que a capa do disco tem um prisma por onde passa uma luz preta e branca que sai colorida do outro lado; enquanto que no verso da capa, tem um outro prisma por onde passa uma luz colorida e sai uma correspondente preta e branca, fato que pode ser visto como as fases do filme.

Além de tudo isso, existem as “conspirações” de que o filme e o disco mantém diversas relações com o ocultismo dentre outros agravantes da moral social,contudo, o que ninguém pode negar é da real importância que ambos têm em sua história, proporcionando diversão e reflexão.

Não sei se teria coragem de refutar um filme que só perdeu o Oscar de melhor filme de 1940 porque tinha no páreo um tal de “E o Vento Levou”, ou um disco que conseguiu atingir o 1° lugar da Billboard 200, além de manter-se nesta mesma lista por mais de uma década.

Good Vibes!!*-*

Fontes:

http://www.youtube.com/

http://forums.tibiabr.com/archive/index.php/t-34193.html

Introdução ao Rock Progressivo – Parte I

28 jul

Por Alessandro Martins (@sukitaaa)

A série “Introdução Ao Rock Progressivo”, tem o intuito de fazer os leitores do Som Que Provoca,  se interessarem mais pelo estilo. Em cada parte, postarei um álbum indispensável do gênero.

Apenas um aviso antes de iniciar : Nem perca o seu tempo baixando apenas 2, 3 musicas do álbum, já que a grande graça do progressivo, é o conteudo completo da obra.

O Rock Progressivo

Rock Progressivo. Uma descoberta musical que mudou completamente meus gostos, e minha maneira de analisar canções.

Suas principais marcas? A grande influência da música classica e do Jazz,  além de letras e melodias complexas, quebras de tempo e musicos virtuosos.
A primeira banda que me introduziu a este maravilhoso gênero musical, foi o Pink Floyd. Mesmo havendo controversias de que a banda seria mais puxada para a Psicodelia (o que de fato era, nos tempos de Syd Barrett) ela continua sendo o meu portal de entrada para o prog-rock.

Por onde vamos começar?

Como dito no primeiro parágrafo, colocarei um álbum indispensável por postagem, e darei início com um álbum da banda Genesis. Mas primeiro, vamos falar um pouco sobre a banda :

O Genesis é uma banda britânica formada em 1967 por Peter Gabriel (Vocalista), Tony Banks (Teclados) e Mark Rutherford (Baixo), Anthony Phillips (Guitarra) e John Silver na bateria. Em 1970, os dois últimos, foram substituídos por Steve Hackett e Phil Collins, respectivamente, completando a formação clássica da banda.

A banda Genesis

Peter Gabriel adotava um estilo teatral muito diferente para a época. O que mais chamava a atenção, eram as diversas fantasias vestidas por Gabriel, de acordo com a musica que a banda tocaria. Esses diferenciais
atrairam os holofotes de todo o mundo, para o Genesis, que se tornou uma das bandas de maior sucesso na história do Rock Progressivo.

O Album da Vez :

Selling England By The Pound (1973)



  1. “Dancing with the Moonlight Knight” – 8:02
  2. “I Know What I Like (In Your Wardrobe)” – 4:07
  3. “Firth of Fifth” – 9:35
  4. “More Fool Me” – 3:10
  5. “The Battle of Epping Forest” – 11:49
  6. “After the Ordeal” – 4:13
  7. “The Cinema Show” – 11:06
  8. “Aisle of Plenty” – 1:32

Não tenho nem palavras pra descrever esta obra prima. As melodias são incrivelmente bonitas e criativas. Mostra o poder das composições do Genesis, apesar de que para mim, o grande diferencial deste álbum em particular, são as teclas de Tony Banks.

Os principais hits são “The Cinema Show” e “Fifth of Fifth”, mas lembre-se da recomendação que dei no primeiro parágrafo : BAIXE O CD INTEIRO PORRA! Hehehehehe
Mesmo assim, deixarei um link do youtube para nossos queridos leitores conhecerem o que vão ouvir :


Bom, ja escrevi demais. E para finalizar esse post, digo: Para todo grande fã de boa  música, conhecer o Progressivo é indispensavel. As genialidades e maravilhas desse estilo não podem ser encontrados em nenhum outro.
Um grande abraço a todos.

Atualizando os Floydmaniacs!

8 jan

Por Alessandro Martins

Apesar da verdadeira zica rolando em 2010, o ano promete ser bom em outras questões que não envolvam deslizamentos.

Pra quem gosta de Pink Floyd como eu,  ficara feliz em saber quais sao as possiveis novidades de 2010/11. Direto ao assunto :


Lançamento da versão SACD do album “Wish You Were Here”

Pra quem nao sabe o que é SACD, o termo significa Super Audio CD, um disco óptico que visa a reprodução mais real da música.  Essa já é uma promessa antiga e já teve até lançamento marcado para Fevereiro de 2008. Em  em uma entrevista em Setembro do mesmo ano, David Gilmour disse que o projeto estava em progresso. Será que em 2010 sai?


Filme da turne “Dark Side Of The Moon”

De acordo com Mark Fenwick, empresário de Roger Waters,  o vocalista trabalha no filme da turnê Dark Side Of The Moon,  mas que ainda não há data de lançamento. Ainda não foi publicado nada sobre exibições em salas de cinema. Em 2010 ficaremos sabendo mais.


Site do Roger Waters ou do Pink Floyd?

Mark disse também que a razão de o site de Roger Waters estar fora do ar, é que está sendo desenvolvido um site do  em que estarão também os outros membros do Pink Floyd. Estranho? Veremos o que vai acontecer!


Turne do The Wall em 2010/11?

Nada de espetacular. Mark confirmou que Roger está considerando uma turnê do albúm.

Fonte :  Brain Damage


We Are Animals!

16 set

Por Alessandro Martins.

Pessoas que gostam de rock, geralmente não gostam de todas suas divisões. O mesmo estilo de música dividido por nomes e eu não sei nem metade deles.

Mas negar que os ingleses do Pink Floyd são únicos em todo esse meio é besteira. Quem não os conhece? A supremacia “Floydiana” é demonstrada no albúm “Animals”.

Este álbum conceitual, se destaca nas críticas sociais feitas em todas as músicas centrais do álbum, começando pelo nome das mesmas. Dogs, em português, cachorros, para classificar os megalomaniacos. Pigs (porcos) são os políticos corruptos e moralistas e Sheeps (ovelhas) são os que nao tem idéia própria e acabam por seguir o líder.

E tudo isso sem perder o velho estilo progressivo com faixas de mais de 10 minutos (as três que citei acima tem mais de dez minutos). Na época, 1977, R0ger Waters ainda era vocalista da banda, mostrando que mesmo sendo um cabeça dura, seu talento para a composição é inegável e intocável.

A foto na capa do CD foi tirada em frente a uma usina termeletrica no bairro de Battersea, Londres. Se voce acha que para uma obra de arte como essa, a capa é muito sem graça, lembre-se sempre daquele velho e chato ditado de nunca julgar um livro pela capa.

Musicas

Pigs On The Wing (I) e Pigs On The Wing (II) –    As duas musicas possuem um estilo mais suave de se escutar, não o que geralmente te chamariam de louco por estar ouvindo (ou de velho, no caso de Floyd). O que Waters quis passar na letra de ‘Pigs On The Wing’ é que quando duas pessoas se amam, elas podem superar os problemas que são mostrados nas outras faixas.

Dogs – Minha música favorita do CD. Aquele tipo de som que começa de uma maneira e acaba de forma completamente diferente. Aliás, o interessante, é que em uma música de 17 minutos, seu primeiro,  de quatro solos começa a ser tocado aos 1:50.

Pigs –  Quando ouvi ‘Animals’ pela primeira vez, achei esta a melhor musica. Apesar de mudar de opinião depois, ela merece sim muito destaque. A letra é afiada, a melhor do álbum, fora o baixo, que é sensacional.

Sheeps – Dentre as três centrais, a que eu menos gosto e que acho mais ‘pesada’. Mas gosto muito do teclado na  introdução desta música, aliás, Rick Wright foi um tecladista genial, suas impressões digitais estão ao longo de toda carreira do Floyd.

Enfim, “Animals” nao é um CD para você baixar pela internet e ouvir enquanto faz outra coisa. É o CD que você compra e mostra pros amigos (apesar de minha lista de amigos que curtem Floyd ainda nao ter saido do zero) como se fosse um carrinho novo nos tempos de criança. Se eu fosse classificar, esse carrinho seria uma Ferrari!