Arquivo | agosto, 2010

Trilha Sonora : Across The Universe (2007)

29 ago

 

 

 

 

 

Trata-se de uma produção dos EUA, que engloba as lutas as reflexões e os amores da década de 60, retratados por jovens e uma enxurrada de Beatles. É isso ai, o filme/musical conta de uma forma única, a história de amor entre um rapaz de Liverpool chamado Jude (Jim Sturgess) e uma jovem estadunidense de nome Lucy (Evan Rachel Wood), através de 33 canções selecionadas  da banda.

Dirigido por Julie Taymor, premiada por seus trabalhos em Frida e na adaptação de O Rei Leão para a Broadway, a produção recolhe da memória de Julie, os momentos vividos por seus irmãos mais velhos que passaram pela juventude em meio ao movimento hippie, guerra do Vietnã, drogas e movimentos pop/culturais.

O jovem Jude (Jim Sturgess) chega ao novo continente à procura de autoconhecimento e um pouco de aventura. Logo de cara, no campus da famosa Universidade de Princeton, conhece Max (Joe Anderson), irmão de Lucy. A amizade entre os dois rapazes é imediata, o mesmo visto entre John e Paul. Morando em Nova York, eles conhecem a cantora Sadie (Dana Fuchs), o músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) e Prudence (T.V. Carpio), sendo estes o grupo principal da trama. Como em um musical da Broadway, cada um tem ao menos um momento solo garantido, cantando uma canção dos The Fab Four de Liverpool. Letras não são modificadas, mas melodias e o momento pelo qual os personagens passam podem dar novas concepções aos clássicos.

Desta forma, as 30 e tantas canções são parte integrante dos diálogos dos personagens, e se encaixam perfeitamente à história, contudo, alguns podem dizer que fica um tanto estafante assistir um filme 133 minutos de pura vibe sessentista, e praticamente todo cantado. Mas cá pra nós, fã que é fã com certeza vai assistir e nem vai perceber quando os agradecimentos começarem a aparecer na tela, tendo além de um impecável enredo, uma trilha lendária que inclui Hey Jude, Helter Skelter, I Want To Hold Your Hand, Let It Be, Come Together, Lucy In The Sky With Diamonds, belamente interpretada por jovens revelações de holywood.

Além disso a produção conta com a participação de Bono do U2Joe Cocker, e Salma Hayek.

Curiosidades:

– Os personagens foram batizados com nomes tirados de músicas dos Beatles, assim como o título original do filme.

– O personagem JoJo é uma referência a Jimi Hendrix, enquanto que Sadie é uma referência a Janis Joplin.

– 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção.

– Durante a canção “With a Little Help From My Friends” pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz.

A seguir temos a interpretação de Hey Jude,presente no filme… Teh mais… Peace!

Good Vibes!!^^

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Influências parte IV – The Prodigy

26 ago

Por Everton de Andrade. (@Japasujo)

E aí pessoal, tudo certo? Hoje é o quarto e último post falando sobre influências de bandas. E hoje vou citar um grupo de música eletrônica, muito conhecido por aí e que é respeitado na cena eletrônica britânica.

To falando do The Prodigy!!

The Prodigy

The Prodigy

O grupo teve origem no começo da década de 1990. Todo mundo que curte uma música eletrônica conhece eles, ou pelo menos já ouviram alguma clássico deles, como por exemplo Breath. Depois coloco o video da música aqui. Depois da entrada do Maxim Reality como MC, a coisa começou a caminha pra frente. Várias raves e baladas grandes tinham a presença do Prodigy.

Se você gosta de música. provavelmente vai gostar do som deles. Agora se você é um louco pela música (como eu), vai ficar analisando as batidas, as letras e jeito que as faixas estão dispostas no álbum. E com certeza, se você fizer essa análise, logo vai perceber a influência do grupo. Que vem do mais puro rock industrial!

Aquele rock industrial que apareceu no final dos 80 e no comecinho dos anos 90. Ta certo que esse gênero do rock já tinha algumas características do eletrônico. Mas era bastante sutil ainda. Já o prodigy colocou bem mais eletrônico do que rock e assim surgiu o seu estilo inconfundível e totalmente exclusivo.

Vo colocar aqui o link pro site oficial.

Taqui o video da música que eu mais gosto:

The Prodigy – Breath

E é isso aí. Por aqui termina os posts semanais sobre influências. Escolhi essas bandas por apresentarem influências totalmente diferentes do estilo que tocam, quis mostrar que quanto mais cabeça aberta nós tivermos. Mais temos a aprender sobre música.

Espero que tenham gostado.

Enjoy.

Atitudes clonadas de uma música distante

24 ago

Colocamos em uma estação qualquer, perdemos qualquer conceito critico muitas vezes o mute se tornou a solução, vivemos num mundo de influências ou de falta de criatividade musical.

Não vemos coisas inovadoras ou com a alma de uma música, por exemplo, de artistas como Cartola, Djavan e Adoniran Barbosa, cansamos qualquer mente que busca a diferença, sair da rotina de uma juventude cansada e com a overdose de músicas copiadas.

Para onde iremos?

Não sei, sinto saudades de achar algo novo, nossos ouvidos já se foram ou estão em um disco repetido naquela velha vitrola, talvez a esperança ainda exista, mas será que surgirá de uma alma atualizada ou aquela esquecida deste mundo de clones, aquela distante e com atitudes revolucionárias de mostrar a sua dura realidade.

Trilha Sonora:O Poderoso Chefão (1973)

22 ago

 

  

 

O filme que trás a história e conglomerado de façanhas da família Corleone, além de arrancar ótimas críticas dos especialistas e arrecadar uma coleção de Oscar, Globos e demais prêmios, deixa em seu maior legado sua trilha sonora de primeira linha; canções que se casam, como Constanzia “Connie” Corleone, filha de Don  Vito Corleone, nas primeiras cenas. Canções, que a exemplo do tema principal do filme, do compositor Nino Rota, conseguiram arrancar dos acadêmicos do Globo de Ouro o prêmio de Melhor Trilha Sonora do Ano.

Poucos poderiam acreditar que um filme, com baixo orçamento _ cerca de 2,5 milhões de dólares pré estabelecidos_ , conseguiria ultrapassar a fama de seu roteiro inicial, o best seller homônimo de Mario Puzo (filmagem, alguns anos antes, recusada pela Paramount).

Sua trilha sonora, é mundialmente aclamada, e constantemente utilizada quando se deseja parodiar ou mesmo caracterizar a máfia italiana. Logo nos vem à cabeça a imagem de navios de imigrantes e os portos de parada, quando nos deparamos com o Jazz Napolitano e a melodia siciliana (caracterizada perfeitamente pelo solo do trompete, no tema principal) do filme.

Além deste primeiro filme, houveram continuações (O Poderoso Chefão 2 (1974) e O Poderoso Chefão 3 (1990) ) com sucessos equivalentes, e com trilhas muito regulares em relação ao filme de 1973, trazendo músicas emblemáticas napolitanas e a principal canção que seguiu o título desde o primeiro filme, de Nino Rota, conhecida como The Godfather Theme.

A seguir temos um vídeo da interpretação de Slash, guitarhero locão (a versão original é meio sonolenta) a esse grande clássico!

Contemplem com respeito ao Padrinho!!!”*-*

Introdução Ao Rock Progressivo – Parte II

20 ago

Por Alessandro M. (@sukitaaa)

Fala Galera! Hoje é dia de acrescentar mais um álbum pra nossa Introdução ao Rock Progressivo.
Quem pensou que eu ia logo de cara postar álbuns ‘manjados’, se enganou! Hoje eu trago uma banda que além de ser pouco conhecida, lançou apenas 2 CDS, e dentre eles, só 1 com a formação original.


Então vamos começar!

Quem pouco sabe sobre progressivo,  não tem conhecimento de que a Itália passou por uma grande cena progressiva na década de 70. Pois é!
E para sorte de nós fanáticos por música, é facil garimpar, e achar coisas inacreditáveis. Uma delas, é a banda Alphataurus.

Como definir?

Junte um vocal emocionante, com teclados impecáveis e uma guitarra que te faz solar mesmo de mãos vazias, além de arranjos bem construídos. Isto é Alphataurus!

Formação Original :

Michele Bavaro (voz)
Pietro Pellegrini (teclado, vibrafone)
Guido Wasserman (guitarra)
Alfonso Oliva (baixo)
Giorgio Santandrea (bateria)

O Album da vez :

O disco Alphataurus (1973)

  1. Peccato D’Orgoglio (12:26)
  2. Dopo L’Uragano (5:06)
  3. Croma (3:17)
  4. La Mente Vola (9:21)
  5. Ombra Muta (9:44)

Lançado em 1973, o homônimo definitivamente convence. Apesar de só possuir 5 faixas, estas, mostram o brilhantismo do grupo.

A primeira musica, Peccato D’Orgoglio, começa em ritimo suave, destacando a grande qualidade vocal de Michele Bavaro e as cordas de aço de Guido Wasserman. De repente, a música se transforma em uma incrível jam-session carregada de orgão e moog.  Violão e  piano introduzem uma gritante e pesada faixa,  Dopo L’Uragano.

( ATENÇÃO, AS TRÊS MUSICAS ABAIXO SÃO ORGASMOS MUSICAIS, PORTANTO, OUÇAM PORRA!!!! )

Uma característica que me agrada muito nas guitarras do CD ,é o balanceamento perfeito entre o peso e  feeling. Esse balanceamento pode ser visto na faixa Ombra Muta, que pra mim, só fica atras de La Mente Vola. Esta ultima, aliás, com trabalho majestoso de Pietro Pellegrini nos teclados e no vibrafone (SIM, SOLO DE VIBRAFONE MEU VELHO, SOLO DE VIBRAFONE!!!)

A última que nos resta é Croma,  que com certeza é  a mais emocionante do álbum. Eu pelo menos, me imagino caminhando em direção ao sol quando ouço isso, mas eu sou estranho, então acreditem só se quiserem 😀

Um pequeno preview :

Agora é com vocês caros leitores!  Baixem o CD no link abaixo e desfrutem dessa maravilha que é o prog italiano!

Baixar

Um grande abraço!